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DROLMAS

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Com texto de Samara Rocha, sob a direção de Giorgia Conceição, três atrizes compartilham os processos de criação do espetáculo que estreia em 17 de setembro. 

 

Entrelaçando mitologia grega, budismo tibetano e cultura popular brasileira, Drolmas ressignifica o mito de Medusa para revelar a força de mulheres que rompem o silêncio e reivindicam o direito de contar a própria história.

Amaldiçoada pela deusa Atena, a sacerdotisa Medusa é transformada em monstro ao lado de suas irmãs, Esteno e Euríale. Banidas, culpabilizadas e condenadas ao silêncio, as górgonas atravessam os séculos testemunhando as violências impostas aos corpos femininos — da Grécia Antiga ao Brasil colonial e contemporâneo.

Ao retomarem a própria voz, as três irmãs confrontam as narrativas que as transformaram em monstros e iniciam uma jornada de cura, resistência e libertação.

Serviço

Drolmas

Duração 1h10min

de 17 de setembro a 04 de outubro

Espaço Excêntrico Mauro Zanatta 

Quinta a sábado às 20h, domingo às 19h
Com intérprete de Libra aos sábados

Classificação indicativa 14 anos 

 

Sobre a autora 

Samara Rocha: uma dramaturgia feita de travessias

Atriz, dramaturga, palhaça, contadora de histórias e produtora cultural, Samara Rocha construiu sua trajetória atravessando diferentes mundos e linguagens. Formada em Administração, viveu por muitos anos entre o universo corporativo e a arte, reunindo experiências que hoje também alimentam sua escrita.
Seu encontro com o teatro começou nos anos 1990, em Joinville. Depois de um período afastada dos palcos, retornou à cena em 2013 em Curitiba e passou a construir na arte seu principal território profissional e de investigação. Em 2018, fundou com Laércio Amaral a Les Paranauês Cia Criativa, desenvolvendo trabalhos em Teatro, Palhaçaria, Contação de Histórias, Teatro de Objetos e Animação.
Como dramaturga, é autora de Alta Performance; Peregrinos – O Despertar; (A)Tenda Madame Divina; Cão-Fusão e Histórias Secretas Sobre Seres Selvagens. São obras distintas em linguagem, formato e público, atravessadas pelo imaginário simbólico, pelas transformações humanas e pela criação de universos poéticos.
Em Drolmas, amplia essa pesquisa ao colocar em diálogo diferentes mitologias, tempos e referências culturais. Escrito originalmente há alguns anos, o texto serviu de base para a criação do espetáculo e continuou se transformando durante os ensaios, incorporando descobertas surgidas no processo coletivo e criativo.
Sua escrita nasce dessas travessias: do que foi vivido, pesquisado, imaginado e compartilhado — e de uma maturidade que amplia as possibilidades de olhar, criar e contar histórias.


 

Sobre a encenação

A direção de Drolmas é assinada por Giorgia Conceição, artista cuja trajetória reúne atuação, direção e pesquisa. Conhecida principalmente por seu trabalho no universo do burlesco, neste espetáculo ela se dedica a uma encenação construída a partir da multiplicidade de referências e linguagens, fazendo referência ao vaudeville e teatro de variedades. 

Formada em Direção Teatral pela antiga Faculdade de Artes do Paraná (FAP), atual Unespar, e mestre em Artes Cênicas pela UFBA, Giorgia tem uma trajetória como diretora marcada pelo trabalho com elencos majoritariamente femininos. Entre seus trabalhos estão Do Dia Que Olhei no Espelho e Não Me Encontrei, solo de Pagu Leal que aborda a pressão estética, e Todas, espetáculo bilíngue, criado a partir de textos de Luci Colin, em português e Libras, com Helena de Jorge Portela e Catherine Moreira.

Sua pesquisa como artista também inclui o burlesco, linguagem à qual se dedica há quase duas décadas. Entre seus trabalhos estão Baderna, solo inspirado na trajetória da bailarina italiana Marietta Baderna, e O Piano Burlesco, criado em parceria com a drag queen e pianista Jeruza Miller.

Em Drolmas, cada cena propõe uma atmosfera própria, com referências visuais e sonoras que acompanham os diferentes universos do espetáculo. A encenação percorre paisagens emocionais que transitam entre o cômico e o trágico, construindo uma narrativa marcada por contrastes, quebras e mudanças de perspectiva.

A iluminação é assinada por Raul Freitas. A direção musical é assinada por Edith de Camargo, que reúne composições originais e versões de músicas conhecidas. Os figurinos e adereços são assinados por Katia Horn, também integrante do elenco, e valorizam a artesania e o maximalismo.

Ao lado de Katia Horn, estão em cena Ana Decker e Samara Rocha, autora do texto. Ana, mais conhecida por sua trajetória como cantora, também desenvolve seu trabalho como atriz. As três intérpretes — com 60, 45 e 50 anos — formam um elenco de mulheres maduras, cuja experiência de vida e de palco atravessa a construção do espetáculo.

É a partir desses corpos e dessas trajetórias que Drolmas se aproxima de temas como a violência contra a mulher, o abuso sexual e o silenciamento das vozes femininas, tanto na vida quanto na história do teatro. A experiência das três atrizes está presente na maneira como ocupam a cena e nas questões que o espetáculo coloca em movimento.

Ficha Técnica

Concepção e Dramaturgia: Samara Rocha 

Direção: Giorgia Conceição


Elenco:

Ana Decker 

Katia Horn 

Samara Rocha

 

Figurinos e Adereços: Katia Horn 

Assistência de Figurino: Flor Horn Brasil e Barbara Horn

Cenografia: Giorgia Conceição

Assistência de Cenografia: Angela Suriani e Michelle Bonatto
Cenotécnico: Fabiano Hoffmann
Iluminação: Raul Freitas

Direção Musical e Sonoplastia: Edith de Camargo

Assessoria de Dramaturgia e Formas Animadas: Laércio Amaral
Operação de Som: Edith de Camargo

Operação de Luz: Raul Freitas 

Contrarregra: Moizés Benvi
Intérprete de Libras: Jessica Nascimento
Direção de Produção: Samara Rocha 

Produção Executiva: Moira Albuquerque
Design Gráfico: Alessandra Horn 

Mídias Sociais: Thayna Bressan

Assessoria de Imprensa: Bruna Bazzo

Fotografia: Polly Devides
Registros em vídeo:

Oficineiros: Nathan Sales e Samara Rocha

Realização: Coletivo Drolmas e Les Paranauês Cia Criativa

AGRADECIMENTOS

Mauro Zanatta, Guilherme Mendes Muniz, CreAfro, Hotel Social Eilat, Casa de Passagem para Mulheres, Escola Municipal CEI David Carneiro, Centro Estadual de Educação Profissional de Curitiba - CEEP, Jackson Oliveira


Agradecimentos especiais a Rosana Miranda Barroso, que incentivou a escrita da dramaturgia de Drolmas, e a Mariana Zanette, que acendeu a chama do desenvolvimento inicial do projeto.

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