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Monga - A Mulher Gorila
Chega um segredo vindo da distante Esboslávia guardado em um gabinete misterioso! O público testemunha a metamorfose da Madame Petruska Apfelstrudel em uma imersão de 3 minutos. Enquanto a anfitriã Senhora Sauerkraut apresenta suas raridades — incluindo a serpente Pumpernickel — e o fiel funcionário Eisbein garante o rigor da exibição, o antigo "choque das feiras" é reinventado. Entre o riso e o fascínio, a Les Paranauês Cia Criativa transforma o sensacionalismo clássico em um encontro poético, acessível e repleto de cores da Era de Ouro das atrações populares.

SERVIÇO
Espetáculo: Monga – A Mulher Gorila
Linguagem: Teatro Lambe-lambe e Performance / Realismo Fantástico
Datas: 10 de outubro de 2026, às 11h e 14h; 11 de outubro de 2026, às 10h
Local: Memorial da Cidade – Teatro, Curitiba
Duração da experiência: cerca de 3 minutos por espectador; programação total de aproximadamente 70 minutos
Classificação: Livre
Concepção e realização: Les Paranauês Cia Criativa
Contato: lesparanaues@gmail.com | (41) 99910-8402 | www.lesparanaues.com.br | @lesparanaues
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Monga - A Mulher Gorila
Monga – A Mulher Gorila transforma antiga atração de parque em espetáculo de Teatro Lambe-lambe
Nova criação da Les Paranauês Cia Criativa estreia no Festival da Primavera 2026 e leva para uma caixa em miniatura a misteriosa metamorfose que marcou gerações nos circos e parques de diversões


Nova criação da Les Paranauês Cia Criativa estreia no Festival da Primavera 2026 e leva para uma caixa em miniatura a misteriosa metamorfose que marcou gerações nos circos e parques de diversões
Uma das mais populares e enigmáticas atrações dos antigos parques de diversões brasileiros reaparece em Curitiba sob uma nova perspectiva. Monga – A Mulher Gorila, novo espetáculo da Les Paranauês Cia Criativa, transforma a célebre metamorfose da mulher em gorila em uma experiência de Teatro Lambe-lambe, na qual cada espectador se aproxima de um pequeno visor para descobrir, individualmente, o segredo guardado dentro da caixa.
Integrante do Festival da Primavera 2026, o espetáculo terá apresentações nos dias 10 de outubro, às 11h e às 14h, e 11 de outubro, às 10h, no Memorial da Cidade – Teatro, em Curitiba. A montagem tem classificação livre e dialoga tanto com o imaginário infantil quanto com a memória afetiva dos adultos.
A proposta parte de uma inversão de escala. Se as tradicionais Mongas, King Kongs e outras atrações de feira apostavam no gigantesco, nas jaulas e no impacto visual à distância, o Teatro Lambe-lambe conduz esse universo para o minúsculo. O espectador deixa de fazer parte de uma multidão e passa a observar a transformação sozinho, a poucos centímetros da cena. O assombro permanece, mas se converte em uma experiência íntima, com sessões de aproximadamente três minutos.
Um segredo vindo da Esboslávia
Na história, um misterioso gabinete vindo da fictícia Esboslávia chega à cidade trazendo Madame Petruska Apfelstrudel e o segredo de sua transformação. Do lado de fora da caixa, a anfitriã Senhora Sauerkraut, interpretada por Samara Rocha, recebe o público acompanhada da serpente Pumpernickel, enquanto o funcionário Eisbein, vivido por Laércio Amaral, cuida do rigor da exibição. Dentro do visor, a atmosfera muda: o público entra no universo particular de Madame Apfelstrudel e presencia sua metamorfose.
A montagem recupera deliberadamente a linguagem dos antigos gabinetes de curiosidades, parques itinerantes e feiras de variedades, mas desloca o foco do susto e do sensacionalismo para o encantamento, o humor e a transformação. A estética do espetáculo dialoga com a linguagem visual das revistas Pulp das décadas de 1920 a 1950 e com os antigos cartazes de circo e atrações de feira, combinando cores intensas, dramaticidade, mistério e o imaginário do horror fantástico.
Essa atmosfera continua do lado de fora do visor. A espera pela sessão também é tratada como parte do espetáculo: a mediação de Sauerkraut, a presença da cobra Pumpernickel, os objetos, banners e elementos inspirados nos antigos circos criam uma pequena feira em torno da caixa. A dramaturgia recupera inclusive a figura popular da “Mulher da Cobra”, transformando a serpente em uma guia lúdica que conduz o público até o mistério da metamorfose.
Ilusionismo do século XIX encontra automação
Dentro da pequena caixa está um dos principais desafios técnicos da montagem. A transformação utiliza o clássico efeito óptico Pepper’s Ghost, técnica de reflexão associada historicamente aos espetáculos de variedades, miniaturizada para o Teatro Lambe-lambe. Vidros, iluminação, bonecos e diferentes planos visuais são combinados para fazer a figura humana desaparecer e dar lugar à fera diante dos olhos do espectador.
O recurso tradicional encontra uma tecnologia contemporânea: um sistema de automação por Arduino controla as transições de iluminação necessárias ao efeito. A paisagem sonora também participa diretamente da imersão, com o público utilizando fones de ouvido durante a experiência individual.
A obra também estabelece um diálogo com a Psicologia Analítica de Carl Jung, especialmente com os símbolos da Sombra e da Transformação. Em vez de apresentar a Monga apenas como criatura ameaçadora, a montagem procura olhar para a coexistência entre aquilo que se mostra e aquilo que permanece oculto.
Outra referência da pesquisa é a história de Julia Pastrana (1834–1860), artista, cantora e bailarina mexicana que foi exibida em espetáculos de curiosidades em razão de sua aparência. O projeto evoca essa memória para questionar a tradição histórica de exposição de corpos considerados “exóticos” e substitui o corpo real pela linguagem do Teatro de Formas Animadas e pelo ilusionismo.
Uma nova investigação da Les Paranauês
Fundada em Curitiba em 2018 por Samara Rocha e Laércio Amaral, a Les Paranauês Cia Criativa desenvolve trabalhos em Teatro, Palhaçaria, Formas Animadas e Produção Cultural. Monga – A Mulher Gorila dá continuidade à investigação e pesquisa da companhia no Teatro Lambe-lambe, aprofundada recentemente no espetáculo Peregrinos, que também utiliza sistemas automatizados em suas caixas cênicas.
O projeto foi concebido a partir de princípios de acessibilidade integrada, prevendo recursos como Tour Tátil, mediação e vídeo em Libras, audiodescrição, linguagem simples, acessibilidade física da caixa cênica e sinalização inclusiva.




FICHA TÉCNICA
Direção e Atuação: Laércio Amaral
Direção de Produção, Atuação e Artes Gráficas: Samara Rocha
Figurinos: Giorgia Conceição
Cenografia: Paulo Vinícius
Trilha Sonora Original: Marcelo Torrone
Iluminação e Automação: Paulo Rosa
Criação e Construção de bonecos: Eduardo Santos (Du Santos)
Tradução e Interpretação em Libras: Talita Sharon Machado
Audiodescrição e Tour Tátil: Joselba Fonseca
Fotografia: Polly Devides
Filmagem e Teaser: Roberto Skora
Social Mídia: Thayna Bressan
Assessoria de Imprensa: Tiago Luiz Bubniak
Concepção e Realização: Les Paranauês Cia Criativa
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